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Tirando o pó

Já ouvi muitas vezes desenvolvedores falarem mal da função dos testadores, alegando ser uma tarefa chata, caracterizada por ser “repetitiva” ou “pouco desafiadora”. No entanto, não é incomum ver desenvolvedores realizarem o seu trabalho através da repetição, seja por seguir uma “receita de bolo”, utilizando sempre as mesmas tecnologias e soluções, ou por tentarem aplicar a famosa técnica de reutilização de código através da sequência mágica universal: CTRL+C e CTRL+V.

Se considerarmos que “testar”, na concepção deles, é apenas a execução de testes manuais, temos que concordar, é uma tarefa repetitiva sim. Cabe ao testador ir além dos cenários de teste passados a ele pelo projetista de testes (caso exista) e ter uma visão geral do negócio, para pensar em novas formas de quebrar o sistema. Afinal, a garantia de qualidade através da ausência de bugs ainda é vista como teste “relaxado” por muitos gerentes. Renderia até um post só sobre isso.

Pensando em diminuir a repetição do trabalho de validar os mesmo cenários a cada ciclo de testes de regressão e, ao mesmo tempo, facilitar a minha vida agilizar o processo de testes, venho tentado usar ferramentas de automação há alguns anos, em especial a combinação Ruby/Watir, que serve até para algumas tarefas mais simples em casa 🙂

Na época em que comecei a estudar e usar a ferramenta, a iniciativa foi bem vista pela gerência, porém, acharam que a automação iria resolver todos os problemas que a equipe de testes enfrentava e, por conta disso, decidiram aproveitar a parceiria com a Mercury (hoje comprada pela HP) e “enfiar” o Quick Test Pro goela abaixo, promovendo até um treinamento para a equipe de testes.

Devido às restrições do QTP e a baixa testabilidade do sistema, o “projeto” de automação foi um fracasso. Se tivessemos continuado no nosso ritmo, fazendo as coisas do nosso jeito, provavelmente o resultado teria sido outro. Ou não.

Apesar do fracasso com o QTP, eu e mais um colega continuamos usando os nossos scripts, mantendo-os atualizados quando possível, para aproveitar um belo café toda vez que tinhamos que validar as funcionalidades automatizadas.

Quatro anos e duas empresas depois, finalmente consigo retomar os trabalhos de automação quase que em tempo integral. Aproveitando essa oportunidade, decidi recriar este blog para compartilhar alguns dos problemas enfrentados, inicialmente para documentar as soluções encontradas.

Além disso, também está na pauta alguns tutoriais para problemas menos corriqueiros, como o semi-brick do Wii e o que mais eu julgar interessante publicar.

Fé no Caos!

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  1. christian
    May 7th, 2009 at 08:36 | #1

    urru! entrando no mundo dos blog então!
    só não comeca a dar opinião sobre tudo agora 🙂
    fala sobre psp meu!

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